Dado oficial
também se apura.
O método é de redação e o assunto é tabela oficial. Fonte primária, campo conferido um por um e a procedência ao lado do número.
Vamos onde o órgão publicou.
Nunca em quem republicou. Isso importa porque intermediário erra, corta coluna e perde a referência. Os arquivos que a rede baixa de cada base ficam guardados como vieram, sem reescrita.
Cada fonte tem um ciclo próprio. A Caixa publica o SINAPI todo dia 11. O DNIT atualiza o SICRO por trimestre. A Receita publica por ato, sem calendário. O sistema segue o ciclo da fonte, não um cronograma conveniente.
Quatro coisas, sempre nessa ordem.
- Passo 01
Decompõe
A linha crua vira campos com nome. Código é código, unidade é unidade, preço é preço.
- Passo 02
Confere
Unidade, grafia e ordem de grandeza. Uma coluna trocada de lugar é o erro mais comum e o mais silencioso.
- Passo 03
Data
A referência que a fonte declarou viaja com o dado e aparece ao lado dele. Preço de julho é preço de julho, não preço de hoje.
- Passo 04
Cruza
O valor encontra o histórico e as bases irmãs. É onde um código ganha a alíquota, a norma ganha a vigência e o insumo ganha a composição que o usa.
A resposta sai com a procedência colada nela.
Toda página mostra de qual órgão veio o número e qual a referência daquele dado. Não é rodapé de cortesia: é o que permite alguém usar a resposta num orçamento, num processo ou numa defesa.
Quando a fonte publica de novo, o sistema acompanha.
Órgão republica com frequência. A Caixa corrige uma referência dias depois, um ato do Gecex altera alíquota no meio do trimestre, uma norma é substituída por outra. O que está no ar passa a ser o que a fonte publicou por último, com a referência dela ao lado.
Quando a fonte não publica, o valor não é substituído por conta nossa. A página segue mostrando a última referência que o órgão divulgou, com a data dela à vista, até sair a próxima.