Existe dado.
Falta acesso.
Tudo que a rede publica já era público antes. A Caixa publica o SINAPI todo dia 11. A Receita publica a TIPI. A ABNT lista o catálogo inteiro. Nada disso é segredo.
O problema aparece na hora de usar. Um orçamentista que precisa do preço de uma composição no Acre baixa vinte e dois megabytes de planilha e procura numa aba sem índice. Um despachante que precisa da alíquota de um NCM abre um PDF de quatrocentas páginas. Os dois têm o dado. Nenhum tem a resposta.
Só entra base oficial, primária e datável.
É o critério que define o que a rede faz e o que ela não faz. Oficial: publicada por órgão público ou entidade com competência para tal. Primária: lida na fonte, nunca copiada de quem já copiou. Datável: com um momento de publicação que a gente possa registrar e mostrar.
O que fica de fora: estimativa de mercado, média de portal, número sem procedência. Se não dá para apontar de onde veio, não entra.
Oficial
Publicada por quem tem competência para publicar.
Primária
Lida na fonte. Nunca cópia de cópia.
Datável
Com data de publicação registrável e exibível.
83.159 pessoas por mês.
São 387.741 páginas servidas na mesma janela de trinta dias, reapurada a cada rodada. A régua que produz esse número está publicada, com o que ela inclui e o que ela descarta.
Quase todo esse acesso acontece em dia útil, em horário comercial, num computador de mesa. É gente trabalhando.
A metodologia inteira ↗